Origem
O Grupo Escoteiro Bororos surgiu a partir do GE Carajás, com integrantes da colônia inglesa, e da patrulha “Puma”, composta por jovens de descendência alemã (Dieter Heineken, Klaus Struben, Hermann Maurer e outros). O Chefe Tobi sugeriu a fundação de um grupo para jovens de origem alemã, com apoio do Colégio Visconde de Porto Seguro (Dr. Turelli) e de Hermann Reck, primeiro chefe do grupo Aimorés.
Com a comunidade na zona sul e a Igreja Luterana da Paz inaugurada em 1959, Herbert Mielenhausen (“Hemi”), com as famílias Dauch, Zietemann, Matz e Rehder, oficializou o GE Bororos. O registro na UEB foi feito por Stefan Dauch.
Linha do tempo resumida
- 1º de julho de 1959 — Fundação do GE Bororos, quase junto à Igreja da Paz. Três patrulhas iniciais; primeiro chefe da Tropa Escoteira: Jürgen Mielenhausen.
- 1º de julho de 1960 — Registro formal do GE Bororos na União dos Escoteiros do Brasil.
- 1961-1962 — Travessias: São Paulo → São Leopoldo; caminhada Caxambu (MG) → Mauá (RJ) → Agulhas Negras.
- 1966 — Criação da Tropa Sênior (05/03), patrulhas Anhanguera, Rui Barbosa, Tiradentes, Rondon; mais tarde batizada Thomas Bresslau.
- 1968 — Início do grupo feminino (fadas e bandeirantes) liderado por Martha König.
- 1970 — Contato com a Federação das Bandeirantes do Brasil e formalização do Núcleo Bandeirante Bororos.
- 1972-1974 — Clã Pioneiro Vital Brasil.
- 1980 — Clã Pioneiro Tcherá-Tugare (ativo desde então); introdução da Kothe na Tropa Escoteira.
- 1985 — Grande Prêmio de Rolimã organizado pelo Bororos, depois no calendário regional.
- 2025 — 65 anos do GE Bororos.
Depoimento de Arvid Zietemann
Nome, lenço e símbolos
O nome “Bororos” segue a tradição de tribos indígenas. O lenço herdou o verde do GE Carajás; no Aimorés havia borda preta, e no Bororos a borda tornou-se branca. A Rosa de Lutero, apresentada em festa da Igreja da Paz, foi incorporada ao lenço e uniforme, marcando a origem na Igreja, sem exigência religiosa.
Hino dos Bororos
Português
Escoteiros somos, Bororos
De Santo Amaro, São Paulo, Sul.
Sempre Alerta, estamos nós
E alegres, está tudo azul.
E a trilha de Deus não perdemos jamais,
Seguindo sempre os seus sinais.
Ouçam o brado dessa voz:
Sempre Alerta, ó Bororos!
Alemão
Pfadfinder sind wir, Bororos
Aus Santo Amaro, São Paulo, Süden.
Pfadfinder Geist haben die Bororos
Und Pfadfinder tun wir üben.
Unter Gottes weites Himmelszelt
Ist der Pfadfinder nie allein auf der Welt.
Ja, die Welt ist gross und weit
Auf Bororos, Allzeit Bereit!
Chefias e tropas
Tropa Escoteira dividida em Tropa 1 (hoje DiSapta) e Tropa 2 (Atanduara CAAJ). Chefes lembrados: Klaus Peter Fonrobert, Heini Loeben, Bruno Ponge Schmidt, Dirk de Mello, Ubiratan da Rocha Leite, Luiz Legge, João Guilherme Speck, Mario Junghaehnel, Ralf Ahlemeyer, Marco Antonio Marchese, Rafael Masini Barbosa, Luiz Ricardo Buff Souza e Silva, Luiz Augusto Buff Souza e Silva.
Tropa Sênior (Thomas Bresslau) criada em 1966; chefes: Lothar Kreyhsig, Carlos Heinz Loeben, Bernard Shefel, André Dahmer, Oleg Tuermorezow, Ralf Ahlemeyer, Mark de Szentmiklosy, Eric Schloesser, Christian Fuchs, Flavio Silva, João Beutler.
Akelôs e chefes de Lobinhos: Heiner Dauch, Oleg Tuermorezow, Elke Speck, Ivonne Engel Bertelli, Danilo Timich, Maria Soledad Mas Gandini, Jürgen Dauch, Ester Eckel, Stella Masini, Marta Lieb, Renate von Galen Ahlemeyer, Frank de Mello, Marcus Vinicius Silva.
Núcleo Bandeirante
1968: Martha König conduz a primeira reunião de fadas e bandeirantes. 1970: alinhamento com a Federação das Bandeirantes do Brasil, estruturação do Núcleo Bandeirante Bororos. Coordenadoras: Helge Dauch, Marina Martelli, Marina Paschen, Carla Ahlemeyer, Monica Vaders Mora, Karina Souza, Valeria Bueno de Camargo, Silvia Dauch.
1975: Clã de Guias Martha König; lideranças como Helge Dauch e Monika Matrowitz impulsionaram o crescimento.
Clãs Pioneiros
Clã Vital Brasil (1972-1974) e, desde 1980, Clã Pioneiro Tcherá-Tugare. Mestres Pioneiros: Bruno Ponge Schmidt, Dirk de Mello, Vicente Parente, Paul Kiessling, Heloisa Canovas Kiessling, Ana Luzia Carvalho, Ralf Ahlemeyer, Julio Capelotto, Renate von Galen Ahlemeyer, Lilian Madsen Canova.
Rolimã e aventuras
Rolimã desde os anos 70; em 1985 o 1º Grande Prêmio de Rolimã no Distrito de Santo Amaro, depois calendário regional, com categorias por faixa etária e sexo. Pistas variadas (USP, Salesópolis, Itapecerica, Real Park, Arujá, Aldeia da Serra, Santana de Parnaíba).
Viagens e acampamentos marcantes: curso de sobrevivência e viagem sênior à Amazônia (1971); Paraguai (1973); Bolívia (1973); Operação Tocantins (800 km de balsas); volta à Ilha Grande (1994); Machu Picchu (1995); acampamentos distritais e regionais, ARTE, AIP, jamborees (Noruega 1975, Austrália 1988, Holanda 1995, Chile 1999, Tailândia 2003, Inglaterra 2007, Suécia 2011), jamborees panamericanos (1981 Porto Alegre, 1994 Cochabamba, 2001 Foz do Iguaçu).